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Eu comigo

No impulso e com intuito de deixar de chorar saí daqui com a Suzana e o Rubens e fomos até Santa Barbara do Oeste buscar um beagle encontrado na rua.
Isso aconteceu em final de setembro ou começo de outubro do ano findo.
Eu não sabia naquele dia, mas eu estava indo buscar o meu beagle que acabara de morrer.
Trouxe o novo que foi chamado Nicolas.
Muito embora eu soubesse que era um novo cão, com outro temperamento, com outros hábitos e conscientemente que ele não era o Baltazar, não me adaptei a ele.
Alegre, brincalhão, ágil, levado, esperto, inteligente, bonito, carinhoso e todas as demais qualidades que se possa exigir de um animal ele possui, mas também, é determinado, teimoso, exigente e voluntarioso.
Já em novembro eu comecei a procurar uma pessoa que pudesse ficar com ele. Alguém que tivesse sítio, fazenda ou casa com muito espaço porque esse menino precisa correr muito. 
Só encontrei quem ficasse com ele agora em março e ele se foi. Dois jovens simpáticos o adotaram porque eles tem casa com espaço e outro beagle com a mesma idade que precisava de companhia.
Tenho certeza que fiz o melhor para ele e para mim.
Tenho uma saudade gostosa dele, mas não o quero de volta.
Reconquistei meu espaço, perdido para ele que se recusava a urinar no lugar certo. Fui alterando meu espaço para acolher o delinquente infantil de menos de 1 ano e me tornando infeliz com isso. Estragou o piso da sala e do escritório com sua urina.
Ele não me dava prazer ao andarmos na rua porque me puxava e nunca se rendeu aos comandos. 
O nome dele deveria ser Nicolau, mas, por causa do Juiz Lalau acabei mudando para Nicolas.
Desejo reconquistar a mim mesma depois de perder o marido e o filhote, já que não tenho filhos humanos. Agora somos apenas a Thelma Louise, gata de 12 anos, e eu.
Esse é meu quinto blog e quero ver se dou andamento a ele, mas falando em todos os assuntos, contando histórias, escrevendo poesias e por aí afora.








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